Imprimir

Extensão | Atuação Sócio-cultural | Eventos

Debate: Desarmamento


Debate sobre o desarmamento

No dia 08 de setembro último a comunidade acadêmica do IFIBE e do IMED, sócios da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo e várias lideranças sociais e pastorais da comunidade local participaram da apresentação do Projeto Interinstitucional de Extensão sobre o Referendo do Desarmamento e de debate sobre o tema.

O evento ocorreu no Auditório Enrique Dussel e foi aberto às 19 horas pelos dirigentes das instituições promotoras (IFIBE, IMED e CDHPF). Em seguida o professor Jair Andrade fez uma explicação sobre o que é o referendo, esclarecendo os presentes sobre sua base legal e o que estará sendo referendado em 23 de outubro de 2005. O juiz de Tapera, Dr. Rodrigo Bortoli fez uma explanação sobre a importância do Referendo para o aprofundamento da democracia direta no Brasil. Ressaltou que pela primeira fez os eleitores serão chamados a referendar uma legislação. Entende que é momento de exercício da cidadania e de compromisso com os rumos da política de segurança pública no país.

Os trabalhos da noite foram concluídos com um debate sobre Desarmamento: sim ou não?, que contou com a presença da secretária da OAB Passo Fundo, advogada Patrícia Alovisi, defendendo o não, e o professor do IFIBE e coordenador nacional de formação do MNDH, Paulo César Carbonari, que defendeu o sim.

Os debatedores explanaram os argumentos centrais de cada um dos posicionamentos com o intuito de subsidiar criticamente o posicionamento dos presentes que também puderam se manifestar apresentando questões e posicionamentos. Para os debatedores, o momento foi rico pois permitiu uma troca de argumentos e de ponderações sobre o assunto em discussão.  A advogada Patrícia Alovisi ressaltou que o principal argumento para votar não está baseado no direito à legítima defesa e na liberdade individual de cada um escolher como quer legitimamente se defender. Para o professor Carbonari, é imperioso aprovar o desarmamento como forma de procurar caminhos alternativos para enfrentar a violência; chamou à atenção para o fato de que não é legítimo invocar direitos absolutos, como legítima defesa ou liberdade individual sem levar em conta outros direitos, especialmente os direitos humanos e convocou para a construção de uma cultura de paz, sem armas.

O debate deve se seguir com atividades semelhantes promovidas pelas instituições em escolas, comunidades, igrejas e outros locais, através do Projeto Interinstitucional de Extensão sobre Desarmamento.

Maiores Informações: ifibe@ifibe.edu.br ou imed@imed.edu.br ou cdhpf@berthier.com.


Newsletter